Glaucoma

Glaucoma: palavra de origem latina (glaucoma), que caracteriza a destruição lenta do nervo óptico e a consequente perda de campo visual. Na maioria das pessoas esta destruição é devida ao aumento da tensão intraocular (TIO).

O olho é composto por duas câmaras, a anterior e a posterior. Essas câmaras são preenchidas por um líquido chamado humor aquoso (HA). O humor aquoso é produzido na câmara posterior e passa através da pupila para a câmara anterior por onde é drenado para fora do olho através dos canais de saída.

Quando há alguma interrupção na drenagem do líquido dá-se o aumento da TIO.

Medidas superiores a 20 - 22 mmHg indicam um aumento da TIO. A TIO elevada pode originar glaucoma.

Como se desenvolve o glaucoma?

Há uma compressão das fibras do nervo óptico e dos vasos sanguíneos que as alimentam (devido à tensão), provocando desta forma a morte das mesmas o que leva à perda de campo visual (as pessoas vão perdendo a visão periférica, podendo ficar com a visão em túnel ou mesmo cegar, caso não seja feito qualquer tratamento).

Ocasionalmente o glaucoma pode surgir com valores de tensão normal.

Classificação do glaucoma

Glaucoma primário de ângulo aberto: é o mais comum. Aparece quando há uma anomalia no interior do sistema de drenagem (o HA drena muito lentamente) implicando um aumento gradual da TIO. Normalmente ocorre em ambos os olhos.

Glaucoma primário de ângulo fechado (agudo): caracterizase pelo aumento súbito da TIO, geralmente em um olho. Isto ocorre quando o HA não tem ou tem um acesso muito deficiente ao sistema de drenagem.

Glaucoma secundário: resulta de uma lesão ocular decorrente de uma infecção, inflamação, tumor, catarata em desenvolvimento ou outro distúrbio ocular que interfere na drenagem do HA.

Sintomas

O perigo do glaucoma de ângulo aberto reside no facto de não provocar sintomas. Em estados mais avançados da doença, as pessoas podem sentir redução da visão periférica, dores de cabeça, visão de halos em torno das lâmpadas. No glaucoma agudo os sintomas são súbitos e fortes. Dor ocular, visão enovoada, intolerância à luz, pupila dilatada, dor de cabeça, nauseas, vómitos, etc. Este tipo de glaucoma é um caso de emergência médica.

Diagnóstico

Para se despistar o glaucoma é necessário consultar regularmente o optometrista ou o oftalmologista.

A medição da TIO (tonometria: sopro ou aplanação), a observação do fundo ocular, nomeadamente do nervo óptico (oftalmoscopia) e a verificação do campo visual (campimetria) são os exames necessários para se despistar o glaucoma.

Quem pode ter glaucoma

Todas as pessoas podem ter glaucoma, no entanto há determinados factores que contribuem para o seu aparecimento.

Esses factores são:

  • • Idade superior a 40 anos
  • • Antecedentes familiares
  • • Indivíduos de raça negra
  • • Diabetes
  • • Alta miopia
  • • Doenças oculares (glaucoma secundário)
  • • Uso prolongado de medicamentos à base de cortisona (glaucoma secundário)

Tratamento

Para ter sucesso, o tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível. Quando já houver comprometimento visual, o tratamento tem como objectivo evitar que a deterioração visual aumente, no entanto, o que já foi danificado não melhora.

Normalmente a terapêutica inicial consiste no uso de colírios (gotas) que fazem diminuir a produção de HA ou que melhoram a drenagem do mesmo.

Por vezes é necessário combinar os colírios com comprimidos.

Quando o tratamento medicamentoso não resolve o problema, recorre-se à cirurgia (iridectomia ou trabeculectomia).

  • • Sabia que os olhos têm pressão (como a pressão sanguínea)
  • • Sabia que a pressão ocular elevada pode dar origem a uma doença chamada    glaucoma.
  • • Sabia que o glaucoma, quando não tratado, pode dar origem a cegueira.
  • • Sabia que o glaucoma, normalmente não dá sintomas.

Se tiver mais de 40 anos deve medir a tensão ocular duas vezes no ano.